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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

American dream?

“The american dream”, muito mais do que da ideia eu adoro a poeticidade das palavras que a expressam. Porque não acho nada interessante esse tal “dream”, que é frequentemente apresentado como se fosse uma espécie de certificado de civilidade, algo diferente de tudo, pelo menos até que o desconstruímos e nos sentimos como se tivêssemos participado da reinvenção da roda, porque descobrimos que afinal, não passa de nada mais do que isso – um simples sonho. Tão parecido a vários outros. Uma versão plagiada e infelizmente mais pobre dos sonhos que a maior parte de nós costuma ter sem tantos estímulos. Talvez o único para aqueles que são obrigados a acreditar naquela promessa religiosamente viciante de que o amanhã será melhor. Um emprego, uma casa, e um carro. A maioria nem pensa na comida, como se fôssemos nos alimentar de paredes, ou bancos de couro, ou melhor, da aparência de vida feliz. Afinal, o tal sonho americano é igual ao sonho Brasileiro, Argentino, Angolano, e quem sabe ao Queniano, isso se eles não atualizaram para o sonho de querer chegar a presidente dos Estados Unidos. Mas e eu, tal como outros, não perco a esperança de que não nos esquecemos dos sonhos mais importantes: a paz e dignidade!

fotografia: http://realestate.aol.com/information/american-dream

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Primeiro emprego (Desempregado)

Hoje sonhei com o meu 1º emprego. Percebi logo no início, que se tratava de um sonho porque, comecei com grandes regalias. – Um crédito que me dava direito a uma casa (modesta mas minha), um carro (em segunda mão, com amortecedores partidos e alguns riscos na pintura, mas fruto do meu trabalho e suor).Até podia tirar férias a um lugar em que as férias eram chamadas de rest e fim-de-semana, holidays (dias sagrados, achei!).Já podia sentir-me orgulhoso, sem que alguém me dissesse que “orgulho é pecado”. Não foi difícil notar, que já não me preocupava com militância partidária e em arranjar nomes feios para a governança; em parte porque andava ocupado em aproveitar as coisas boas que me eram oferecidas. Já concordava com o meu pai que sempre disse: - só os pobres são invejosos, gananciosos, falsos e mentirosos”.Assim, até apetecia fazer um testamento para a prole, mas na altura de projectar a reforma, partiu-se o pau que servia de suporte para a minha cama, cai sobre o chão de cimento irregular do meu “pequeno” cubículo e reparei meio trôpego ainda, que o relógio/despertador não tocara, a sineta tinha falhado mais uma vez. Como todas as minhas tentativas dos últimos meses na busca de um emprego. Disparei um xingamento à governança, depois de ter-me lembrado, que ainda não tinha pago a quota do partido. Fiquei com alguma inveja do vizinho que buzinava ao lado da minha casa e lembrei-me que pelo menos era mais feliz que ele por não ter que aturar patrões; e salários míseros só de 45 em 45 dias.