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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

American dream?

“The american dream”, muito mais do que da ideia eu adoro a poeticidade das palavras que a expressam. Porque não acho nada interessante esse tal “dream”, que é frequentemente apresentado como se fosse uma espécie de certificado de civilidade, algo diferente de tudo, pelo menos até que o desconstruímos e nos sentimos como se tivêssemos participado da reinvenção da roda, porque descobrimos que afinal, não passa de nada mais do que isso – um simples sonho. Tão parecido a vários outros. Uma versão plagiada e infelizmente mais pobre dos sonhos que a maior parte de nós costuma ter sem tantos estímulos. Talvez o único para aqueles que são obrigados a acreditar naquela promessa religiosamente viciante de que o amanhã será melhor. Um emprego, uma casa, e um carro. A maioria nem pensa na comida, como se fôssemos nos alimentar de paredes, ou bancos de couro, ou melhor, da aparência de vida feliz. Afinal, o tal sonho americano é igual ao sonho Brasileiro, Argentino, Angolano, e quem sabe ao Queniano, isso se eles não atualizaram para o sonho de querer chegar a presidente dos Estados Unidos. Mas e eu, tal como outros, não perco a esperança de que não nos esquecemos dos sonhos mais importantes: a paz e dignidade!

fotografia: http://realestate.aol.com/information/american-dream

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Cenário

Cantei-lhe um soneto,
De versos seletos,
De beijos dísticos,
Deverás místico.

Cantei-lhe em quarteto,
Na clave l´amour,
Cantei-lhe em temor,
E quarta voz;

Cantei também em trova
Uma composição nova
Nos sustenidos do piano
Com suspiros suspensos
No seu olhar temprano;

Cantei por fim um beijo
E cartei de si o ensejo
De um sonho a nósNum cenário a dois.
Felizado Costa