segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Paternidade responsável vs Maternidade compulsória

     
A campanha iniciada recentemente como resultado de articulação entre UNICEF e Ministério da Justiça, sobre paternidade responsável é uma iniciativa interessante, pois torna pública a discussão sobre o lugar da paternidade, infelizmente ainda padece de um problema de estreitamento de responsabilidades, ao apresentar como exemplo essencial de paternidade responsável apenas o registo, que é na verdade uma fracção do que seria de facto a paternidade responsável.

      As três peças que tive a oportunidade de assistir (o polícia, o taxista e o Anselmo Ralph) dão a impressão de condicionar um direito fundamental da criança (o direito ao reconhecimento pelo Estado - cidadania) à boa vontade do pai ao deixar de referir que o registo é um direito e como tal deve ser garantido pelo estado independente da vontade do pai.
      Contudo, para não ser totalmente injusto é verdade que as imagens apresentadas sugerem outras formas de exercício da paternidade, mas ainda assim de forma pobre e sem muito aprofundamento.

         Para nós homens a tarefa de ser pai sempre foi facilitada, começando pelo facto de que enquanto para as mulheres o exercício da maternidade é sempre compulsório, para os homens, a paternidade é sempre voluntária. Nós podemos escolher ser pais no momento que mais nos convém e isso diz respeito até a questão básica do registo. Há contudo outras formas de adiar a paternidade, como quando a mãe é a única que sabe onde estão as roupas da criança, os cremes que ela deve usar, ou mesmo quando a mãe domina todas as restrições dos filhos e o pai se contenta em delegar essa tão importante responsabilidade para a mãe, ou ainda,  quando mesmo coabitando sobre o mesmo tecto o pai limita-se a ser apenas o provedor financeiro, nunca sabe quais são as manias e virtudes da criança, que ginásticas se fazem para ela comer, que desenhos animados ela mais gosta de assistir, como gosta que se amarrem os atadores do sapato, fugindo nos momentos de crises e birras da criança e só aparecendo quando ela está quieta, limpa e bem comportada.
      O que não significa que o registo não seja importante, até porque o censo de 2014 do  Instituto Nacional de Estatística apurou que apenas 1 em cada 4 crianças com menos de 5 anos de idade estão registadas.

          Mas porquê isso acontece?

      Em muitos casos simplesmente porque os pais se recusam a fazê-lo. Neste sentido, talvez as mães não precisassem de se preocupar com isso, se o Estado em vez de fazer campanhas simpáticas para os pais, garantisse que nenhuma criança saísse de uma maternidade sem a sua certidão de nascimento na mão, isso independentemente da vontade do pai.
Outro aspecto importante a levantar é o facto de que se por um lado o pai decide adiar o reconhecimento da criança até que ele se sinta impelido por uma força sobrenatural incerta, a mãe não tem jamais essa opção, ela tem que arcar muitas vezes sozinha (30% dos chefes de agregados familiares são mulheres) com o peso que a recusa ou a demora do reconhecimento por parte do pai implica.
Ainda sobre os limites do registo, vale apontar a que a ideia simplista de que a paternidade responsável passe principalmente pelo registo já tem criado situações nas quais esse passa a ser o único papel de um pai que não se cansa de multiplicar a prole, deixando sem peso de consciência para as mães a responsabilidade de lidar sozinha com a manutenção dos seus filhos. 

      Neste sentido ao abordar-se a paternidade responsável é fundamental e necessário ampliar nossas abordagens, ressaltando que a paternidade responsável vai além do registo e da pensão no fim do mês e exige implicação do pai na vida quotidiana da criança incluindo não somente o cuidado, participação permanente, mas uma verdadeira parceria com a mãe da criança, realizando todas as actividades que competem à manutenção da existência dessa criança, não com a ideia de que se está a ajudar a mãe, mas de que se está a fazer a sua parte (que é sua obrigação) na vida da criança. Tarefas como dar banho, mudar fraldas, dar alimento, velar a criança enquanto dorme (quando bebé), ajudar a procurar a escola ideal, acompanhar as actividades na escolinha, assistir às reuniões, faltar ao serviço para levar a filha ao hospital, etc., contribuindo dessa forma para diminuir a injusta sobrecarga das mães, que sobrevém com a maternidade compulsória. Essas sim poderiam ser as pedras do caminho de uma tentativa de paternidade responsável!


terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Comentadores do nada


Clic!
- Pai, porquê é que desligaste a televisão?
- Por que não interessa o que vai passar agora.
- Por que não?
- Porque é um daqueles programas em que as pessoas aparecem para dar a sua opinião sobre várias coisas.
- Mas isso não seria uma coisa importante pai?
- Seria filho, se eles falassem de facto alguma coisa útil. Bando de intelectóides arrogantes que estão mais interessados em destilar o seu vocabulário difícil do que em falar a verdade. Além de que são advogados querendo ensinar economia, professores de Matemática opinando sobre direito e por aí fora. Assim não dá né! Não é um concurso de quem fala o melhor português. Um monte de gente janota despejando palavras inacessíveis para a maior parte dos angolanos com a preocupação de oferecer nada além de sua própria vaidade. É por isso é que as pessoas diminuem o volume ou desligam a televisão.
- Mas pai, as pessoas não têm a liberdade de falar o que querem?
- Claro que têm, mas também precisam ter o bom senso e a humildade de assumir que não são tudólogos. Quando as pessoas ligam a televisão esperam ouvir análises inteligentes e profundas, ou seja, ideias diferentes daquelas da opinião pública e baseadas apenas no senso comum. E não discursos rasos e baratos que já ouvimos no dia-a-dia. Esperam acima de tudo sinceridade dos comentadores e isso eles não são capazes de oferecer.
- Como assim papá?
- Bem filho, um exemplo é quando mesmo vendo que a situação do país está uma catástrofe, mas não param de apregoar que está tudo bem. Renegam as estatísticas que estão na cara de todo mundo sem o menor pingo de vergonha. Fazendo as pessoas de bobas. Outros mentem descaradamente dizendo que está tudo bem, e que as críticas não passam de intrigas da oposição.
- Então, será que é por isso que a televisão não fala das estradas esburacadas, das crianças que estão a morrer de febre amarela do autoritarismo do estado e essas coisas?
-Exactamente filho!
- Há! Então já sei pai. Eles são os comentadores do nada papá.
- Porquê filho?
- Porque o que eles comentam não existe de verdade, então eles não comentam nada.
- Hum! Pode ser filho. Comentadores do nada...


domingo, 6 de janeiro de 2019

Kissângua compal é crime de Apropriação Cultural


A criação da "Kissângua da banda" por uma empresa portuguesa tem apenas um nome: Apropriação cultural. Mas o que seria esse palavrão?
A apropriação cultural é o processo pelo qual um grupo toma conta de forma indevida de ideias, símbolos, artefactos, imagens, sons, objectos, história, arte, formas de manifestação da cultura popular ou outros aspectos da cultura de outro povo. Estes aspectos podem ser visuais, tais como os estéticos e comportamentais ou não visuais tais como expressões simbólicas e particulares de uma língua. A apropriação cultural é em suma, o uso desrespeitoso da cultura alheia.
O lançamento da “kissângua da banda” aconteceu na 3ª Edição da Feira dos Municípios e Cidades de Angola (FMCA) de 21 a 24 de Novembro em Benguela e tendo como slogan “Provado e aprovado por quem sabe”, o que logo foi desmentido por milhares de angolanos conhecedores da boa kissângua, que decidiram experimentar principalmente para terem provas daquilo que já sabiam, que a kissângua da banda era uma grande merda (lixo industrializado).
Um dos sites da empresa descreve a sua kissângua como “Feita apenas com farinha de milho, açúcar e água”. Como sabemos a nossa kissângua é muito mais do que isso. Há ingridientes como o Bundi (não vou revelar o que é por motivos óbvios), que a tornam particular, além de que não existe uma kissângua, mas vários tipos, que dependem da interacção de inúmeros elementos tais como a fuba usada, a pessoa que a prepara, o tempo que leva para assentar,  o tipo de panela em que se prepara, o recipiente em que se guarda, entre outros.
Tive a oportunidade de ler, ouvir e assistir alguns comentários a respeito, infelizmente, poucos foram tão sagazes quanto o do  youtuber Colua Tremura, que perguntava como seria se o Anselmo Ralph gravasse  um disco inteiro de fado? Foi isso que empresa portuguesa compal esqueceu-se de perguntar ao ter a estúpida ideia de enlatar a kissângua, sobretudo considerando a histórica relação de espoliação da cultura angolana levada à cabo desde o tempo da colonização.
Para alguns transformar essa bebida num produto industrial não é um problema, porque podia ser uma forma de levar ao mundo algo tipicamente angolano, mas sabemos pela própria forma como o produto é apresentado pela empresa, que ele é feito para ser consumido em Angola (não por acaso chama-se Kissângua da banda em vez the angolan corn juice). 
Sabemos que o principal compromisso das empresas é com o lucro, mas desta vez visou-se transformar um símbolo tão importante da nossa cultura, mais uma vez (tal com já aconteceu com outros símbolos) em mercadoria. Ou seja a "kissângua da banda" é de facto como disse Colua Tremura um grande desrespeito à cultura de um povo, pois trata-se de reduzir um patrimônio aperfeiçoado ao longo de séculos em um simples e insignificante item de prateleira, do qual se extrai todo o seu sentido cultural e simbólico. Produzido sem respeito algum por aqueles que secularmente o têm feito não somente uma bebida do dia-a-dia, mas a representação de uma forma de viver, de pensar, de ser, de conceber a realidade e a relação com os outros e com o mundo.
Há aspectos sociais importantes à volta da kissângua (da verdadeira, é claro) e que são atropelados na versão industrializada. Como disse antes, ela não é apenas uma bebida, mas parte das nossas relações. Algo que se materializa em aspectos como o facto de que a sua confecção é feita em meio familiar e cada uma vai ter o gosto típico da família que a prepara, assim, se numa ela é azeda, na outra família ela é doce, se numa tem os catequistas, na outra ela tem apenas uma papinha leve, numa usa-se o bundi, noutras apenas o açucar, numas toma-se quente, noutras apenas depois de fria e fermentada. Fazendo com que não exista apenas uma kissângua, mas a da tia Isilda, da tia Maria, da avó Tchinaculingue, da mana Tchissenda e por aí fora.
Esta e outras características simbólicas são esvaziadas ao substituirmos toda a variedade de kissânguas criadas e continuamente aprimoradas pelas nossas famílias, por essa merda a que chamamos de “kissângua da banda”, como se os gostos fossem de facto todos os mesmos, quando se trata de uma boa kissângua.
A kissângua que a compal pôs no mercado é por isso uma agressão à nossa cultura, um uso desrespeitoso de algo que representa para nós um processo longo e constante de produção de sujeitos que se querem num mundo muito próprio povoado por referências culturais, que nos permitam reivindicar uma identidade nossa. A kissângua faz parte dessa identidade e por isso a tentativa de sua apropriação e uso espúrio é um crime contra o nosso patrimônio nacional e numa altura em que a França segue o caminho de restituição de bens subtraídos ao longo da história de países africanos, Portugal devia ao menos aprender a respeitar a cultura alheia.


sábado, 29 de dezembro de 2018

Que 2019 seja o ano da rebeldia (Elogio à rebeldia)

Para nós angolanos, estudar já foi em tempos “um dever revolucionário”, hoje, infelizmente não passa de uma simples questão de sobrevivência. Os jovens vão à escola para gastarem o seu tempo, enquanto ainda não se tornaram alcoólatras, marginais, ou meninas engravidadas e transformadas em sem-futuro, enquanto esperam na estação do futuro incerto, como aquele personagem do poema de Fridolim Kamulacamwe a quem disseram  "que nunca seria alguém, e que balançaria nas barbas de satanás".
Este pequeno trecho do texto de Fridolim representa a triste realidade de milhares de jovens e estudantes pobres de Angola. Jovens que são obrigados a lidar com inúmeros problemas alguns dos quais totalmente injustificáveis, tais como falta de materiais nas escolas, um sistema educacional que só serve para obstaculizar o seu crescimento, professores sem paixão e/ou reaccionários, um estado que os descarta de maneira sintomática e às vezes abjecta, além de outros como a falta de confiança nas suas próprias potencialidades intelectuais, as mentiras contatadas como se fossem factos científicos, as explicações falsas ou superficiais aos problemas sociais que (n)os atingem, as humilhações e insultos decorrentes da situação sócio-econômica das suas famílias, etc., coisas que na verdade fazem as vidas destes angolanos e angolanas parecerem ainda piores que a do personagem da poesia do maravilhoso Fridolim.
Os que entram para o ensino superior, ou melhor, para as adversidades superiores sofrem com a [nossa] arrogância de professores universitários, supostos donos de um saber que cheira à esturro e que recorre à enganosos ardis para sustentar a supremacia do conhecimento científico sobre tudo o resto, a sapiência ilusória dos docentes, e a pseudo-objectividade panfletária dos nunca-pesquisadores que somos.
Com tantos problemas, fica a questão para todos nós, mas sobretudo para os  nossos jovens.

"Mas o que fazer diante dessa realidade massacrante e aparentemente infértil? Como reagir ante as humilhações, a falta de perspectiva o aumento dos problemas, mais do que a emergência de soluções?"

Vamos baixar as orelhas como os burros domesticados e calar-nos, ou vamos receber as bofas (bofetadas) diárias dessa vida miserável e [religiosamente] dar a outra face?
Vamos ser mansos, ou rebeldes?
Como fomos domesticados com a mentira de que os mansos herdarão a terra, talvez sejamos tentados a responder simplesmente como gado e massa de manobra... Na verdade não há como saber, de que forma cada um de nós deve ou vai reagir, mas a forma como vamos reagir vai mostrar de que somos feitos.                   
Quanto à mim, minha proposta é que optemos pela rebeldia!
Sejamos rebeldes, porque a rebeldia é energia, força, criatividade e novidade. É possibilidade de transformação e revolução!
Sejamos rebeldes para criaremos coisas novas, para revolucionaremos as nossas casas, nossas cidades, o nosso país e o mundo;
Sejamos rebeldes para termos a oportunidade de construirmos um país diferente, mais justo e menos desigual;
Sejamos rebeldes para evitaremos que os políticos continuem a governar-nos como se o país fosse uma empresa privada e não um bem público;
Sejamos rebeldes para que possamos viver vidas menos desgraçadas que nossos avôs e nossos pais;
Sejamos rebeldes transformando nossas escolas e universidades no motor de todas revoluções que desejamos, sejam elas políticas, econômicas, culturais, religiosas, tecnologias e até mesmo afetivas;
Vamos optar pela rebeldia para sermos capazes de transpor as paredes do formalismo educacional que nos estupidifica em vez de servir para aguçar nossas capacidades intelectuais;
E vamos aproveitar essa viagem a que chamamos vida para transformar a aprendizagem num modo de existência sem limites e que deixe livre nossa rebeldia.

Vamos à escola da vida com vontade de mudar o mundo à nossa volta e vamos fazer da nossa vida, um exercício de rebeldia!


segunda-feira, 24 de setembro de 2018

A crítica é a nova forma de bajulação

A nova forma de bajulação em Angola tem cara de crítica, porém é tem cara de crítica, porém é superficial, mentirosa e hipócrita. Mas antes que me bajulem (leia-se, critiquem), deixa-me explicar o que quero dizer.
Como sabemos, o ser humano é extraordinário por vários motivos e um deles é com certeza a sua grande capacidade de criar. Inventamos e reinventamos coisas todos os dias, na forma de realizar as várias tarefas do nosso quotidiano para libertarmo-nos do tédio e da mórbida monotonia que muitas vezes representam as nossas míseras vidas. Essa capacidade inventiva não tem fronteiras e envolve-nos também às nós mwangolés, que de facto não fugimos à regra, pois somos tão inventivos que às vezes o que nos falta é apenas tempo para filtrarmos tanta criatividade na arte, na forma de sobreviver às agrudas da vida e também na forma de continuar formas antigas de sobrevivência apenas com cara de roupa nova. Neste sentido, a mais recente novidade é a crítica como nova forma de bajulação.
À vista da morte do antigo “rei”, as pessoas começaram a mexer-se desconfortáveis nas suas cadeiras e a pensarem em como enfrentar a nova realidade política, ou como manterem-se a flutuar no rio das benesses a que estavam acostumadas.
Já Havia o prenúncio de que as armas antigas cairiam forçosamente em desuso, tornar-se-iam absoletas e quem ousasse continuar usá-las corria o risco de ser estigmatizado e transformado em uma espécie de pária, tal como ocorria antes com quem se atravesse a criticar.
As soluções começaram a chegar timidamente por meio daqueles que antes se haviam sacralizado como arautos da bajulação.
Primeiro substituindo seus antigos discursos hipocritamente elogiosos por formas mais suaves e menos comprometedoras, testando um “mas, ou um porém” nos interstícios da sua hipocrisia, criando a falsa ideia de ponderação e equilíbrio discursivo. E também, é claro, para que a mudança não parecesse brusca.
A seguir passaram a concordar com as críticas antes feitas, mas apenas com aquelas mais refinadas, que não diziam nomes e que perdiam-se facilmente em discursos generalizantes que jogavam toda a culpa da corrupção, miséria, falta de transparência, falta de medicamentos, educação precária, etc. num passado órfão de protagonistas reais. Valia criticar, mas ainda não valia apontar dedos à ninguém fingindo uma tentativa falsamente humilde de salvaguardar a honra de quem a havia perdido há muito tempo.
De especialistas em defender o indefensável passaram à “cientistas” dos projectos que custaram caro, mas saíram tortos. Magicamente a sua memória recobrou prodigiosa servindo para apontar inconsistências de projectos que antes defendiam como obras extraordinárias e visionárias.
Descobriram por um golpe de um suspeito cientificismo que afinal a nossa educação não era mesmo lá grande coisa, que a função pública estava cheia de vícios, que não havia transparência na gestão pública, que afinal tínhamos mesmos muitos e sérios problemas sociais. Alguns mais corajosos, ou mais descaradamente hipócritas deram às caras para contar as antigas falcatruas e como se tinham batido contra tudo isso, mas esquecendo-se de propósito de contar como se tinham beneficiado com tais esquemas.
Outros lembraram-se que desde sempre tinham tido posições críticas e que sempre as assumiram “corajosamente” entre as quatro paredes dos seus quartos.
Muitos deles logo destronaram aqueles que o povo sempre viu como críticos do sistema, enquanto outros se escondiam. A concorrência  se tornou desleal e os antigos e verdadeiros críticos inteligentemente recolheram-se para não serem confundidos com essa nova geração de bajuladores, que fazem da crítica fajuta, superficial e generalizante sua nova arma, compreendendo que apenas se reeditava a lição aprendida na transformação dos nossos discursos na queda do “P” de popular. Quando magicamente substituímos os discursos socialistas por jargões mal compreendidos disfarçados de idéias democráticas.
A crítica é a nova forma de bajulação e engana-se quem pensa que é a tão esperada demonstração de inteligência de uma certa elite intelectual angolana.

E quanto à este texto, talvez não seja nada mais do que uma obra de um bajú que quer apenas parecer diferente...